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Rôbos com cérebro e sistema nervoso artificial.


Um grupo multidisciplinar da Universidade de Harvard, Estados Unidos, composto por  biólogos, cientistas da computação, engenheiros e, claro, roboticistas, de posse de uma quantia considerável, US$10 milhões, pretendem construir robôs inspirados em abelhas. Mas até ai nada de novo, pois criar robos inspirados em insetos já não é mais uma novidade, mas estes não serão apenas robôs insetos que imitem o comportamento de uma abelha de modo individual, agora o objetivo da pesquisa é construir enxames de abelhas-robôs e reproduzir o comportamento coletivo de colmeias inteiras.

Utilizando-se das mais modernas técnicas de miniaturização, envolvendo acionadores piezoelétricos, músculos artificiais, fontes de energia ultra miniaturizadas e sensores inteligentes, os pesquisadores terão que desenvolver algoritmos computacionais capazes de gerenciar as inúmeras máquinas independentes, para que todas ajam em “benefício da comunidade,” executando tarefas de interesse comum.

Desafio

O primeiro desafio de acordo com a equipe será desenvolver uma réplica eletrônica do sistema nervoso desses animais.

De acordo com eles, mesmo que seja um sistema nervoso artificial simplificado, pois isto é essencial para que os robôs possam ter “sentidos” e sejam capazes de lidar adequadamente com os dados dos sensores e reagir ao ambiente, adaptando-se a modificações nesse ambiente.

A segunda parte do desafio será a criação de um conjunto de sensores inteligentes, que possam reproduzir os olhos e as antenas das abelhas.

Quando tudo for integrado, os cientistas terão uma espécie de “cérebro” do robô, capaz de lidar com a “fisiologia” dos equipamentos, controlando e monitorando o voo, sentindo os objetos e coordenando decisões simples, como se um determinado local é seguro para pousar ou não.

Protótipo do robô-abelha

Voando em conjunto

Depois de vencidos os desafios, eles deverão garantir que todo esse aparato seja capaz de voar. Com robôs que serão minúsculos,  usar baterias não parece ser a solução ideal para suprir a energia necessária. Devido a isso os cientistas ainda não sabem qual será a melhor opção, mas os capacitores estão entre as opções mais cotadas.

E pra finalizar o acabamento e conseguir imitar o sofisticado comportamento de uma colônia real de abelhas, os cientistas deverão desenvolver algoritmos de coordenação e formas de comunicação entre as abelhas-robôs, incluindo a capacidade para que os robôs comuniquem entre si e com a colônia e voem de forma coordenada.

Segundo os cientistas, seus minúsculos robôs e seus programas de computador deverão impactar áreas que vão desde a própria biologia e os estudos de entomologia, até a biologia desenvolvimental, a construção de microaviões e a inteligência artificial.

Fonte: Inovação Tecnológica

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