Arquivo

Archive for the ‘Telecomunicações’ Category

Criado um trit, que guarda 0, 1 ou 2

11 de novembro de 2015 Deixe um comentário

Uma equipe do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, construiu um memristor – ou mais comumente conhecido como “neurônio artificial” – que aponta para uma lógica pós-binária.

O componente, fabricado a partir de uma fatia de perovskita de apenas 5 nanômetros de espessura, possui três estados resistivos estáveis.

Como resultado, ele pode armazenar não apenas os valores 0 ou 1 comumente guardados por um bit, mas também pode ser utilizado para guardar informações codificadas por três estados – 0, 1 ou 2, ou seja, um “trit”.

Nosso componente poderia, portanto, ser útil para um novo tipo de tecnologia da informação que não seja baseada em lógica binária, mas em uma lógica que ofereça informações localizadas ‘entre’ o 0 e o 1,”

explica a professora Jennifer Rupp, coordenadora da equipe.

Isto tem implicações interessantes para a chamada lógica fuzzy [lógica nebulosa, ou difusa], que busca incorporar uma forma de incerteza no tratamento da informação digital. Podemos descrevê-la como uma computação menos rígida,

” acrescentou.

Outra aplicação potencial do trit é na computação neuromórfica, que busca componentes eletrônicos para reproduzir a maneira pela qual os neurônios processam informações, e na qual os memristores, os transistores iônicos e ostransistores sinápticos são as principais ferramentas.

O quarto componente

O princípio de funcionamento do memristor foi descrito pela primeira vez em 1971, como o quarto componente básico dos circuitos eletrônicos (ao lado de resistores, capacitores e indutores).

A partir dos anos 2000, pesquisadores vêm sugerindo que certos tipos de memória resistiva poderiam atuar como memristores, mas somente em 2008 a existência do quarto componente eletrônico fundamental foi comprovada.

“As propriedades de um memristor em um determinado momento no tempo dependerá do que já aconteceu antes,” explica Rupp referindo-se ao efeito de memória que faz com que o memristor se assemelhe aos neurônios. “Isto imita o comportamento dos neurônios, que somente transmitem informação quando um limiar específico de ativação foi atingido.”

Principalmente a Intel e a HP têm investindo pesadamente no desenvolvimento de memristores para substituir as memórias flash usadas em cartões de memória USB, cartões SD e discos rígidos SSD – a expectativa é que a nova tecnologia de memória da Intel chegue ao mercado até o final deste ano. Mas o protótipo do trit desenvolvido pela equipe suíça ainda está em fase inicial de desenvolvimento.

Fonte : Inovação Tecnologica

Um feixe de luz que tem muito à dizer

11 de maio de 2013 Deixe um comentário

Samuel Finley Breese Morse talvez não tivesse imaginado que suas invenções causassem um impacto tão grande para a humanidade e que ainda hoje na epoca onde emails, internet e tantas outras tecnologias revolucionam os metodos de comunicação, ela iria inspirar uma nova tecnologia que poderá revolucionar o campo das comunicações sem fios.

O novo modo utilisa a luz para transmitir as informações a distância. Recebendo assim o nome de Li-Fi, sendo está mais uma alternativa ao Wi-Fi.

No video abaixo vemos algumas aplicações possiveis com o uso dessa tecnologia que é vista por muitos como a nova revolução para as comunicações sem fio.

 

O inventor dessa tecnologia é o alemão Harald Haas, professor de Communicações movéis na universidade de Edimbourg.

O sistema funciona com a utilização de LED’s que transmitem a informação e os fotodiodos responsaveis pela recepção da informação transmitida, presença de luz representa 1 e a sua ausência o 0. A velocidade em que os LED’s piscam para o envio da informação é bastante rapida chegando a ser imperceptivel ao olho humano.

 

Dentre as inúmeras aplicações destacam-se os spots em museus onde o visitante faz o percurso utilizando um Tablet com o receptor de luz e a cada ponto onde tem uma obra com um spot, ao se aproximar do ponto de luz informações, videos ou fotos sobre a obra são enviadas para o tablet.

Ou até mesmo sistema de iluminação publica informativo ou de aeroportos, onde os usuarios ao se aproximar de uma parada de onibus com spots recebem a informação dos horarios dos onibus e percurso que ele faz.

Os pontos fortes dessa tecnologia é que ela poderia ser usada em aviões e que não teriam alguma influência sobre os aparelhos, poderia ser usada até mesmo em baixo da agua ( Wi-Fi não funciona ).
Mas como quase toda grande invenção nem tudo são flores, pois os mais pessimistas não estão muito satisfeitos com o fato de que é preciso um perfeito alinhamento para que haja a transmissão dos dados, além do fato de que a luz do sol pode causar interferência.

Fonte:Service Science et Technologie

Nova Antena para os novos equipamentos sem fio está pronta

18 de março de 2010 Deixe um comentário

A próxima geração de equipamentos eletrônicos sem fio vai exigir antenas que trabalhem em uma ampla faixa (ou banda conforme a galera da área costuma falar) do espectro de frequências de micro-ondas, além de serem pequenas o suficiente para poder caber nos novos dispositivos portáteis cada vez mais compactos.

Antenas criadas sobre placas de circuito impresso podem ser muito compactas( olha que legal, foi o tema da minha monografia!!! poxa não faz nem um ano que me formei e isso já não é mais da moda, que mundo é esse), mas o seu desempenho para aplicações na frequência UWB (Ultra-Wide Bandwith: banda ultra larga) continua a ser insuficiente para algumas aplicações. Isto é bem verdade!!!

Mas nem tudo está perdido, o engenheiro Ning Chen Zhi e seus colegas do Instituto de Pesquisas Infocomm, em Cingapura, projetaram uma nova antena impressa com um desempenho acima das especificações em todo o espectro de 3,1 a 10,6 GHz.

Mas não é só isso, veja!!! A nova antena tem 40 milímetros (mm) de comprimento, 18 mm de largura e menos de 1 mm de espessura.

O projeto começou com uma antena dipolo padrão, que consiste de uma linha que se divide ao meio, um projeto concebido por Heinrich Hertz em 1886.A seguir, foram acrescentadas bordas afiladas e uma espécie de “atalho”, uma ponte que liga as extremidades do dipolo. A ponte torna a antena um híbrido entre um modelo tradicional de dipolo e um modelo “loop”.

Nova Antena para Wifi

A ponte de curto-circuito aumenta o comprimento por onde a corrente pode fluir ao longo da antena, levando a uma diminuição correspondente na frequência mínima que ela é capaz de detectar. Isto, por sua vez, aumenta a largura da banda de frequências em que a antena consegue operar, o que é uma métrica fundamental para o atendimento as necessidades dos equipamentos de nova geração.

Além disso, alterando o caminho do fluxo de corrente, a ponte evita que grandes correntes fluam muito próximas umas das outras em sentidos opostos, um fenômeno que tende a degradar o desempenho da antena.

O resultado prático de todas essas métricas é uma melhoria no chamado ganho da antena – a medida de sua eficiência.

Os pesquisadores também descobriram que a nova antena impressa adequa-se melhor ao resto do circuito em que ela opera – um parâmetro conhecido como “casamento de impedância”.

O objetivo é usar a nova antena em aplicações como telefones celulares e produtos de redes sem fios. Para garantir isto, os pesquisadores planejam reduzir ainda mais o seu tamanho, garantindo a manutenção de todos os ganhos alcançados neste primeiro protótipo.

Fonte:Inovação Tecnológica

Transístores Moleculares

25 de dezembro de 2009 Deixe um comentário

Cientistas conseguiram fabricar experimentalmente o primeiro transístor feito com uma única molécula, o resultado dessa descoberta leva a miniaturização da eletrônica ao seu limite e começa a tornar realidade as promessas de uma eletrônica molecular.

Outros cientistas já haviam feito propostas teóricas para a criação de um transístor de benzeno e, há cerca de dois meses, uma equipe demonstrou o funcionamento do primeiro diodo molecular, uma junção semicondutora essencial para a construção dos transistores.

Transístor molecular

Os pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e do Instituto de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul, apresentaram o primeiro transistor molecular que funciona na prática, ainda que em escala de laboratório. Demonstrando que, conforme haviam sugerido cientistas da Universidade do Arizona, uma molécula de benzeno ligada a contatos de ouro comporta-se como um transistor de silício.

Os pesquisadores conseguiram então manipular os diferentes estados de energia da molécula variando a tensão aplicada através dos eletrodos de ouro. Ao manipular os estados de energia, eles foram capazes de controlar a intensidade da corrente elétrica que passa através da molécula. Exatamente o mesmo comportamento de um transístor eletrônico de silício.

Ferramentas moleculares

A parte mais desafiadora da construção do transístor molecular foi justamente conectar os eletrodos metálicos à molécula, uma técnica que o Dr. Reed e sua equipe vêm aprimorando há quase 20 anos.

O feito somente foi alcançado graças ao desenvolvimento de novas técnicas e equipamentos que permitem a medição das correntes super tênues e a “visualização” do que está ocorrendo em nível molecular.

O desafio pode ser visualizado na imagem, que contrasta as dimensões dos contatos elétricos, construídos com a tecnologia atual de litografia, e a molécula individual que funciona como transístor.

Uma década de trabalho

Há um grande interesse em utilizar moléculas em circuitos de computador porque os transistores tradicionais, feitos de silício, não são viáveis em escalas tão pequenas.

Embora represente um marco importante para a criação da eletrônica molecular, este transístor é ainda um dispositivo em escala de laboratório. Mesmo sua reprodução por outros grupos de pesquisadores será difícil. A fabricação em escala industrial terá que esperar ainda muitos anos de novos aprimoramentos e de novos equipamentos.

Fonte:Inovação Tecnológica

Memória Flash plástica – Totalmente flexível

21 de dezembro de 2009 Deixe um comentário

Um grupo de cientistas internacionais conseguiu fabricar uma memória Flash flexível, utilizando compostos à base de carbono e técnicas de fabricação semelhantes à impressão jato de tinta. A chamada eletrônica orgânica.

Eletrônica orgânica

Uma das principais vantagens da eletrônica orgânica é a possibilidade de fabricação de componentes e circuitos em grandes áreas, em relação aos os chips de silício que são restritos à área de pastilhas circulares de tamanhos limitados.

Mas a maior das vantagens, contudo, é o fato de que os circuitos eletrônicos orgânicos podem ser fabricados sobre substratos plásticos, finos e flexíveis.

Dos componentes apenas o transístor de memória Flash, o componente de silício encontrado nos pen-drives, continuava resistindo aos benefícios do plástico. Mas agora, Tsuyoshi Sekitani e seus colegas alemães e austríacos construíram os primeiros transistores orgânicos de memória Flash em plástico.

Flexibilidade acima de tudo

Com o intuito de demonstrar o funcionamento do novo componente, foi criado um protótipo de memória Flash fino e flexível e o utilizaram para armazenar arquivos digitais de fotos comuns. A memória assim como a sua antecessora demonstrou ser capaz de manter os dados mesmo na ausência de energia.

Para disposivos portáteis, quanto mais finas e mais leves, melhor, isso torna as memórias Flash orgânicas muito promissoras – uma provável aplicação pode estar surgindo, serão as pulseiras MP3.

Fonte:Inovação Tecnológica

Antenas de metal líquido podem ser dobradas e deformadas

15 de dezembro de 2009 3 comentários

Conforme as estimativas dos setores de telecomunicações e informática a tendêncida é que o nosso mundo se transforme numa grande rede, onde cada pessoa será um nó de uma rede mundial sem fios, nesse contexto as antenas estão se tornando cada vez mais importantes.

Pensando nisso, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, desenvolveram antenas que podem ser torcidas, dobradas e enroladas para armazenamento, tornando-as assim muito versáteis no uso de equipamentos eletrônicos e na extensão das redes sem fios.

Antenas maleáveis e flexíveis

Mesmo as antenas mais modernas são feitas de cobre ou outros metais, com rígidas limitações em relação ao quanto elas podem ser dobradas, assim como, quantas vezes elas podem ser flexionadas antes que a fadiga do metal as inutilize completamente.

As novas antenas, desenvolvidas pela equipe do professor Michael Dickey, podem ser inteiramente dobradas varias vezes – retornando automaticamente ao seu formato original,  e voltando a funcionar sem qualquer perda de rendimento – elas irradiam com uma eficiência próxima aos 90%.

Os pesquisadores acreditam que suas antenas maleáveis terão grande utilidade em aplicações onde a rigidez das antenas tradicionais representam um empecilho ao uso de aparelhos móveis, como telefones celulares, TVs e aparelhos de GPS.

Metal líquido

As antenas flexíveis e maleáveis são fabricadas a partir de um metal líquido que é então injetado em um polímero poroso e flexível. Elas podem ser deformadas à vontade devido as suas propriedades mecânicas que são ditadas pelo elastômero, ao invés não pelo metal líquido.

Os pesquisadores construíram as antenas injetando uma liga formada pelos metais índio e gálio – que permanece líquida à temperatura ambiente – em canais muito finos que chegam a medir tanto quanto um fio de cabelo humano. Depois que a liga preenche completamente cada canal, sua superfície oxida, criando uma espécie de “pele” que mantém a liga firme na posição e permite que ela retenha suas propriedades líquidas.

“Como a liga permanece na forma de um líquido, ela herda as propriedades mecânicas do material no qual ela está incorporada,” explica Dickey.

Antena multifrequencial e sensor

A inovação tem dois benefícios adicionais. O primeiro deles é que, como a frequência de uma antena é determinada pelo seu formato, é possível usar a mesma antena maleável para transmissão em diversos canais, simplesmente esticando-a.

O segundo benefício é que as antenas maleáveis podem funcionar como sensores. Montadas, por exemplo, em pontes ou outras obras de construção civil, elas transmitirão em frequências diferentes conforme as construções se expandam ou se contraiam, permitindo um monitoramento remoto sobre suas condições estruturais.

Mais caras

Os pesquisadores acreditam que as antenas maleáveis serão adequadas para determinados nichos de aplicações – por exemplo, onde haja limitações de espaço, quando as antenas poderão ficar acondicionadas em pequenos compartimentos até serem necessárias.

Isto porque a liga de metal líquido é mais cara do que o cobre e os outros metais tipicamente utilizados na fabricação das antenas tradicionais.

Fonte: Inovação Tecnológica.
www.inovacaotecnologica.com.br