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Archive for the ‘Antenas’ Category

Nova Antena para os novos equipamentos sem fio está pronta

18 de março de 2010 Deixe um comentário

A próxima geração de equipamentos eletrônicos sem fio vai exigir antenas que trabalhem em uma ampla faixa (ou banda conforme a galera da área costuma falar) do espectro de frequências de micro-ondas, além de serem pequenas o suficiente para poder caber nos novos dispositivos portáteis cada vez mais compactos.

Antenas criadas sobre placas de circuito impresso podem ser muito compactas( olha que legal, foi o tema da minha monografia!!! poxa não faz nem um ano que me formei e isso já não é mais da moda, que mundo é esse), mas o seu desempenho para aplicações na frequência UWB (Ultra-Wide Bandwith: banda ultra larga) continua a ser insuficiente para algumas aplicações. Isto é bem verdade!!!

Mas nem tudo está perdido, o engenheiro Ning Chen Zhi e seus colegas do Instituto de Pesquisas Infocomm, em Cingapura, projetaram uma nova antena impressa com um desempenho acima das especificações em todo o espectro de 3,1 a 10,6 GHz.

Mas não é só isso, veja!!! A nova antena tem 40 milímetros (mm) de comprimento, 18 mm de largura e menos de 1 mm de espessura.

O projeto começou com uma antena dipolo padrão, que consiste de uma linha que se divide ao meio, um projeto concebido por Heinrich Hertz em 1886.A seguir, foram acrescentadas bordas afiladas e uma espécie de “atalho”, uma ponte que liga as extremidades do dipolo. A ponte torna a antena um híbrido entre um modelo tradicional de dipolo e um modelo “loop”.

Nova Antena para Wifi

A ponte de curto-circuito aumenta o comprimento por onde a corrente pode fluir ao longo da antena, levando a uma diminuição correspondente na frequência mínima que ela é capaz de detectar. Isto, por sua vez, aumenta a largura da banda de frequências em que a antena consegue operar, o que é uma métrica fundamental para o atendimento as necessidades dos equipamentos de nova geração.

Além disso, alterando o caminho do fluxo de corrente, a ponte evita que grandes correntes fluam muito próximas umas das outras em sentidos opostos, um fenômeno que tende a degradar o desempenho da antena.

O resultado prático de todas essas métricas é uma melhoria no chamado ganho da antena – a medida de sua eficiência.

Os pesquisadores também descobriram que a nova antena impressa adequa-se melhor ao resto do circuito em que ela opera – um parâmetro conhecido como “casamento de impedância”.

O objetivo é usar a nova antena em aplicações como telefones celulares e produtos de redes sem fios. Para garantir isto, os pesquisadores planejam reduzir ainda mais o seu tamanho, garantindo a manutenção de todos os ganhos alcançados neste primeiro protótipo.

Fonte:Inovação Tecnológica

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Antenas de metal líquido podem ser dobradas e deformadas

15 de dezembro de 2009 3 comentários

Conforme as estimativas dos setores de telecomunicações e informática a tendêncida é que o nosso mundo se transforme numa grande rede, onde cada pessoa será um nó de uma rede mundial sem fios, nesse contexto as antenas estão se tornando cada vez mais importantes.

Pensando nisso, pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, desenvolveram antenas que podem ser torcidas, dobradas e enroladas para armazenamento, tornando-as assim muito versáteis no uso de equipamentos eletrônicos e na extensão das redes sem fios.

Antenas maleáveis e flexíveis

Mesmo as antenas mais modernas são feitas de cobre ou outros metais, com rígidas limitações em relação ao quanto elas podem ser dobradas, assim como, quantas vezes elas podem ser flexionadas antes que a fadiga do metal as inutilize completamente.

As novas antenas, desenvolvidas pela equipe do professor Michael Dickey, podem ser inteiramente dobradas varias vezes – retornando automaticamente ao seu formato original,  e voltando a funcionar sem qualquer perda de rendimento – elas irradiam com uma eficiência próxima aos 90%.

Os pesquisadores acreditam que suas antenas maleáveis terão grande utilidade em aplicações onde a rigidez das antenas tradicionais representam um empecilho ao uso de aparelhos móveis, como telefones celulares, TVs e aparelhos de GPS.

Metal líquido

As antenas flexíveis e maleáveis são fabricadas a partir de um metal líquido que é então injetado em um polímero poroso e flexível. Elas podem ser deformadas à vontade devido as suas propriedades mecânicas que são ditadas pelo elastômero, ao invés não pelo metal líquido.

Os pesquisadores construíram as antenas injetando uma liga formada pelos metais índio e gálio – que permanece líquida à temperatura ambiente – em canais muito finos que chegam a medir tanto quanto um fio de cabelo humano. Depois que a liga preenche completamente cada canal, sua superfície oxida, criando uma espécie de “pele” que mantém a liga firme na posição e permite que ela retenha suas propriedades líquidas.

“Como a liga permanece na forma de um líquido, ela herda as propriedades mecânicas do material no qual ela está incorporada,” explica Dickey.

Antena multifrequencial e sensor

A inovação tem dois benefícios adicionais. O primeiro deles é que, como a frequência de uma antena é determinada pelo seu formato, é possível usar a mesma antena maleável para transmissão em diversos canais, simplesmente esticando-a.

O segundo benefício é que as antenas maleáveis podem funcionar como sensores. Montadas, por exemplo, em pontes ou outras obras de construção civil, elas transmitirão em frequências diferentes conforme as construções se expandam ou se contraiam, permitindo um monitoramento remoto sobre suas condições estruturais.

Mais caras

Os pesquisadores acreditam que as antenas maleáveis serão adequadas para determinados nichos de aplicações – por exemplo, onde haja limitações de espaço, quando as antenas poderão ficar acondicionadas em pequenos compartimentos até serem necessárias.

Isto porque a liga de metal líquido é mais cara do que o cobre e os outros metais tipicamente utilizados na fabricação das antenas tradicionais.

Fonte: Inovação Tecnológica.
www.inovacaotecnologica.com.br